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18 de maio e o Caso Araceli





18 de maio é uma data importante. É o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.




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E em nosso país isso ainda está longe de acontecer, crianças são maltratadas, abusadas, assassinadas e a lei para coibir tudo isso é muito branda. Há ainda também o silêncio, a coação, as chantagens, as agressões e o medo. Minha mãe fala que a violência desse jeito é coisa dessa era e que no tempo dela não acontecia tanta coisa como agora. Dou risada e explico gentilmente que agora a diferença é que aparece na mídia, tem a internet, tem menos medo (mas ainda tem) e cito o caso Araceli que é de 1973. Antes não se sabia o que acontecia nos outros estados, no Brasil como um todo com tanta velocidade. E toda essa informação também gera um desespero. É assistir aos jornais e ver que a violência principalmente contra as crianças está aí na nossa cara. Está acontecendo dia a dia com nossas crianças e adolescentes. É preciso que a sociedade se una com esse propósitos: proteção e denúncia. e nossos governantes precisam rever o código penal e fazer mais contra o aumento de crimes em nosso país.







A ideia de se celebrar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes surgiu em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do ECPAT no Brasil.





O ECPAT é uma organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças surgida na Tailândia. Assim sendo, a então deputada federal Rita Camata, atuando como presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente da Câmara dos Deputados, propôs um projeto de lei que estabelecia o dia da morte de Aracelli como Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.





A Lei N° 9.970 foi sancionada em 17 de maio de 2000. Desde então, entidades que atuam em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes promovem atividades em todo o país para conscientizar a sociedade e as autoridades sobre a gravidade dos crimes de violência sexual cometidos contra menores.





Em 18 de maio de 1973 desaparecia a menina Araceli, um crime brutal e horrendo sem justiça até os dias de hoje.












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ENTENDA O CASO ARACELI







Aracelli Cabrera Sanches Crespo (Vitória, 2 de julho de 1964 – Vitória, 18 de maio de 1973) foi uma criança brasileira assassinada violentamente em 18 de maio de 1973. Seu corpo foi encontrado somente seis dias depois, desfigurado e com marcas de abuso sexual. Vinte e sete anos depois, a data de sua morte, 18 de maio, foi transformada no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes pelo Congresso Nacional.







O crime











Durante mais de três anos, na década de 70, pouca gente ousou abrir a gaveta do Instituto Médico-Legal de Vitória, no Espírito Santo, onde se encontrava o corpo de uma menina de nove anos incompletos. E havia motivos para isso. Além de o corpo estar barbaramente seviciado e desfigurado com ácido, se interessar pelo caso significava comprar briga com as mais poderosas famílias do estado, cujos filhos estavam sendo acusados do hediondo crime. Pelo menos duas pessoas já tinham morrido em circunstâncias misteriosas por se envolverem com o assunto.




Ainda assim, corajosos enfrentavam os poderosos exigindo justiça, tanto que o corpo permanecia insepulto na fria gaveta, como se fosse a última trincheira da resistência. O nome da menina era Araceli Cabrera Crespo e seu martírio significou tanto que o dia 18 de maio – data em que ela desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida – se transformou no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.












Por uma dessas cruéis ironias, Jardim dos Anjos era onde ficava um casarão, na Praia de Canto, usado por um grupo de viciados de Vitória (ES) para promover orgias regadas a LSD, cocaína e álcool, nas quais muitas vítimas eram crianças – anjos. Entre a turma de toxicômanos, era conhecida a atração que Paulo Constanteen Helal, o Paulinho, e Dante de Brito Michelini, o Dantinho, líderes do grupo, sentiam por menininhas. Dizia-se, sempre a boca pequena, que eles drogavam e violentavam meninas e adolescentes no casarão e em apartamentos mantidos exclusivamente para festas de embalo. O comércio de drogas era, e é muito enraizado naquela cidade. O Bar Franciscano, da família Michelini, era apontado como um ponto conhecido de tráfico e consumo livres.




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Suspeitas sobre a mãe da menina










Araceli vivia com o pai Gabriel Sanches Crespo, eletricista do Porto de Vitória, amãe Lola, boliviana radicada no país, e o irmão Carlinhos, alguns anos mais velho que ela. Na casa modesta, localizada na Rua São Paulo, bairro de Fátima, era mantido o viralata Radar, xodó da menina, que o criava desde pequenino. Segundo o escritor José Louzeiro que acompanhou o caso de perto e o transformou no livro “Araceli, Meu Amor” – o nome Radar foi escolhido pela garota “para que o animal sempre a encontrasse”. Araceli estudava perto de casa, no Colégio São Pedro, na Praia do Suá, e mantinha urna rotina dificilmente quebrada. Ela saía da escola, no fim da tarde, e ia para um ponto de ônibus ali perto, quase na porta de um bar, onde invariavelmente brincava com um gato que vivia por ali.




No dia 18 de maio de 1973, uma sexta-feira, a rotina de Araceli foi alterada. Ela não apareceu em casa e o pai, num velho Fusca, saiu a procurá-la pelas casas de amigos e conhecidos, até chegar ao centro de Vitória. Nada. A menina não estava em lugar algum. 

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Só restou a Gabriel comunicar a Lola que a filha estava desaparecida e que tinha deixado seu retrato em redações de jornais, na esperança de que fosse, realmente, somente um desaparecimento. No dia seguinte, quando foi ao colégio para conseguir mais informações, Gabriel ficou sabendo que a menina tinha saído mais cedo da escola. De acordo com a professora Marlene Stefanon, Araceli tinha “ido embora para casa por volta das quatro e meia da tarde, como a mãe mandou pedir num bilhete”.









Na véspera, Lola tivera uma reação aparentemente normal ao constatar a demora da filha em chegar em casa. Primeiro, ficou enervada; depois, preocupada. No sábado, tarde da noite, sofreu uma crise nervosa e precisou ser internada no Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia. Ainda no início do processo, acabariam pesando sobre ela fortes suspeitas e graves acusações. Lola foi apontada como viciada e traficante de cocaína, fornecedora da droga para pessoas influentes da cidade e até amante de Jorge Michelini, tio de Dantinho. E mais: ela era irmã de traficantes de Santa Cruz de La Sierra, para onde se mudou tão logo o caso ganhou dimensão, deixando para trás o marido Gabriel e o outro filho, Carlinhos. Não se sabe até onde Lola facilitou ou estimulou a cobiça dos assassinos em relação a Araceli.









Menina era usada no tráfico de drogas












A respeito de Dantinho e de Paulinho Helal, dizia-se que uma de suas diversões durante o dia era rondar os colégios da cidade em busca de possíveis vítimas, apostando na impunidade que o dinheiro dos pais podia comprar.Dante Barros Michelini era rico exportador de café (tão ligado a Dantinho que chegou a ser preso, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho).Constanteen Helal, pai de Paulinho, era comerciante riquíssimo e poderoso membro da maçonaria capixaba. Seus negócios também incluíam imóveis, hotéis, fazendas e casas comerciais. Já o eletricista Gabriel, seu maior tesouro era a filha. 





No domingo, ele foi à delegacia dar queixa, onde lhe foi dito que tudo seria feito para encontrar Araceli. Na Santa Casa, ele contou a Lola o resultado de sua busca e falou da garantia dos policiais de que tudo acabaria bem. Lola pareceu não acreditar – e chorou. 





O escritor José Louzeiro não tem dúvida:




Lola foi, indiretamente, a causadora do hediondo crime de que sua filha foi vítima. “Na sexta-feira, a mando da mãe, Araceli tinha ido levar um envelope no edifício Apoio, no Centro de Vitória, ainda em construção, mas que já tinha uns três ou quatro apartamentos prontos, no 8º andar. A menina não sabia, mas o envelope continha drogas. Num dos apartamentos, Paulinho Helal, Dantinho e outros se drogavam. Ela chegou, foi agarrada e não saiu mais com vida”, conta o escritor.




O que aconteceu realmente com Araceli Cabrera Crespo talvez nunca se saiba. E talvez, seja bom mesmo não conhecer os detalhes, tamanha é a brutalidade que o exame de corpo delito deixa entrever. 

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A menina foi estupidamente martirizada. 







Corrupção e cumplicidade da polícia










Seis dias depois do massacre da menina, um moleque caçava passarinhos num terreno baldio atrás do Hospital Infantil Menino Jesus, na Praia Comprida, perto do Centro da capital. Mas o que ele encontrou foi o corpo despido e desfigurado de Araceli. Começou, então, a ser tecida uma rede de cumplicidade e corrupção, que envolveu a polícia e o judiciário e impediu a apuração do crime e o julgamento dos acusados por uma sociedade silenciada pelo medo e oprimida pelo abuso de poder.




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Dois meses após o aparecimento do corpo, num dia qualquer de julho de 1973, o superintendente de Polícia Civil do Espírito Santo, Gilberto Barros Faria, fez uma revelação bombástica. Ele afirmou que já sabia o nome dos criminosos, vários, e que a população de Vitória ficaria estarrecida quando fossem anunciados, no dia seguinte. Barros havia retirado cabelos de um pente usado por Araceli e do corpo encontrado e levado para exames em Brasília. confirmando que eram iguais. Por que a providência? Até então, havia dúvidas que era de Araceli o corpo que apareceu desfigurado no terreno baldio. Gabriel sabia que era o da filha – ele o reconheceu por um sinal de nascença, num dos dedos dos pés. Mas Lola disse o contrário. Assim que se recuperou, ela foi ao IML reconhecer o corpo e afirmou que não era de sua filha. Louzeiro recorda um outro fato a respeito disso, altamente elucidativo. Certo dia, Gabriel levou o cachorro Radar ao IML só para confirmar, ainda mais sua certeza. Não deu outra: mesmo com a gaveta fechada, animal agiu realmente como um radar, como Araceli premonizara, e foi direto à geladeira onde estava o corpo de sua dona.










O delegado muda de opinião




Porém, sem que explicasse o porquê (na noite anterior, ele tivera um encontro com Dante Michelini), Barros Faria mudou de opinião e, ao invés de estarrecer a população de Vitória, provocou riso e deboche por uma lado, e revolta, por outro. O assassino de Araceli, segundo ele, era um velho negro, demente, que perambulava pela Praia do Suá, perto da escola da menina. Começava a escalada de suborno, ou de medo. Coisa que não fazia parte do caráter de um sargento da Polícia Militar, lotado no serviço secreto, e de um vereador do MDB de Vitória. 





O primeiro, Homero Dias, acabaria pagando com a vida as investigações que fez. Certo de que estava mexendo em casa de marimbondos, o sargento Homero procurava se cercar de muito cuidado durante suas investigações. Tudo que apurava, ele comunicava a seu superior imediato, ocapitão Manoel Araújo, também delegado de polícia, em quem confiava. 





A esposa, Elza, e ao sogro, João Dias, confidenciou certa vez: “Já tenho material para incriminar muita gente. Acho que o capitão Araújo já pode interrogar o filho de Constanteen Helal.”






Repentinamente, Homero foi afastado do caso pelo próprio capitão Araújo e recebeu ordens de perseguir o traficante José Paulo Barbosa. o Paulinho Boca Negra, na ilha do Príncipe. Na operação, Homero foi atingido nas costas e morreu





O próprio Boca Negra diria depois, na Penitenciária de Vitória, até ser calado para sempre, tempos após, com 27 facadas:






“Quem matou o sargento Homero foi o soldado da PM que estava com ele. Eu vi quando ele atirou.”







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Evidências apontam para Helal e Dantinho












O vereador era Clério Vieira Falcão, falecido há cerca de seis anos, que travou incansável luta para botar na cadeia os assassinos de Araceli. Ele deflagrou uma campanha, que repercutiu em todo o país, exigindo a apuração do crime e a apuração dos culpados, que apontava: Dante de Brito Michelini, Paulo Constanteen Helal e a amante deste, Marisley Fernandes Muniz, viciada em drogas. O nome dela surgiu no caso graças à paciente investigação feita pelo perito Asdrúbal de Lima Cabral, o Dudu, que, com a ajuda de seu colega carioca Carlos Éboli, também muito contribuiu para que o caso não fosse esquecido. Louzeiro recorda, por exemplo, que certa ocasião Dudu seguiu a mãe de Araceli, Lola, até São Paulo. Ela tinha saído de Vitória vestida praticamente como uma mendiga e, num hotel da capital paulista, vestira roupas elegantes e embarcara num avião para a Bolívia. Motivo: comprar drogas para a gangue dos acusados, mesmo após a morte da filha.












Eleito deputado, Clério Falcão conseguiu formar uma CPI para apurar o caso, que obteve mais resultados que a própria polícia. Ouvida na CPI, Marisley Fernandes declarou que o casarão do Jardim dos Anjos era reduto de festas de filhos de milionários, onde se consumia grandes quantidades de cocaína e LSD.












Ela também disse, mas depois negou, que Paulinho Helal a tinha levado ao local onde estava o corpo de Araceli, num carro onde havia um frasco com um líquido amarelo e luvas. O objetivo dele, segundo a amante, era ver se precisava despejar mais ácido no cadáver para dificultar o reconhecimento. Também convocado a depor na CPI, o perito Carlos Éboli disse que os assassinos deram uma dose excessiva de LSD a Araceli.












O Caso Araceli também fez vítimas do lado dos acusados. Uma delas foi o jovem Fortunato Piccin, um viciado que perdia completamente a razão quando se drogava em excesso. Ele foi apontado pelo capitão Manoel Araújo como suspeito do crime e morreu depois de tomar um remédio trocado, na Santa Casa de Misericórdia de Vitória, da qual Constanteen Helal era provedor. Também há suspeitas de que o próprio Jorge Michelini, tio de Dantinho, tenha sido eliminado por ameaçar contar tudo que sabia. Numa madrugada, o carro que dirigia foi atingido pelo ônibus de uma empresa, cujos veículos só circulavam até meia-noite. 





Segundo Louzeiro, outros dois assassinados foram um mecânico que prestava serviços para Paulinho Helal e o porteiro do Edifício Apolo.






O corpo de Araceli, segundo as investigações, teria sido levado num Karmann-Ghia do Edifício Apolo para o Bar Franciscano, onde ficou dentro de uma geladeira. Posteriormente, o corpo teria sido conduzido à Santa Casa de Misericórdia, com a cumplicidade do funcionário do serviço de necrópsia Arnaldo Neres, que viraria depois dono de funerária. 




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Finalmente, o cadáver da menina foi deixado no terreno baldio. Muita gente viu e soube do que estava acontecendo durante aqueles dias. Os carrascos de Araceli fizeram tudo quase abertamente, tal a certeza da impunidade.










O inquérito policial não passou de uma farsa e o longo processo judicial não conseguiu transformar evidências em provas.






Ainda assim, em agosto de 1977, o juiz Hilton Sily (falecido em abril passado), determinou a prisão de Dante de Brito Michelini e Paulo Constanteen Helal, pelo assassinato de Araceli, e de Dante Barros Michelini, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho. Em outubro do mesmo ano eles já estavam soltos e o juiz havia sido “promovido” a desembargador. Em 1980, Dantinho e Paulinho foram julgados e condenados, mas a sentença foi anulada.





Em novo julgamento, realizado em 1991, os reús foram absolvidos.






O crime já prescreveu. Mas o Caso Araceli é uma ferida que nunca cicatrizou completamente. Mexer com o assunto em Vitória ainda desperta medo, revolta e incredulidade.












Fonte: Pedro Argemiro, revista Crimes Que Abalaram o Brasil

















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Queima de Arquivo








De acordo com o relato de José Louzeiro, autor do livro Aracelli, Meu Amor, o caso produziu 14 mortes, desde possíveis testemunhas até pessoas interessadas em desvendar o crime. Ele próprio, enquanto investigava o crime em Vitória para produzir seu livro-reportagem, teria sido alvo de "queima de arquivo". De acordo com ele, um funcionário de hotel, pertencente à família Helal, teria lhe alertado de que estava correndo risco de morte. A partir de então, Louzeiro passou a preencher ficha num hotel e se hospedar em outro. Araceli foi sepultada, 3 anos depois, no Cemitério Municipal de Serra-Sede, no túmulo de número 1213, na cidade de Serra.








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ATUALMENTE SOBRE OS ACUSADOS











Constanteen Helal:empresário, membro vigilante da maçonaria,diretor executivo da escola do exército do Espírito Santo e membro da diretoria da Assembleia legislativa do Es. Ele tem 93 anos.





Dante de Barros Michelini: empresário,exportador de café,ajudou no crescimento na época da ditadura no ES.É aposentado,mas ainda assim tem ligação total com toda a polícia, imprensa,poder judiciário do estado do ES. Ele tem 91 anos.





Dante de Brito Michelini: empresário,dono de vários estabelecimentos comerciais ,varejistas e hoteleiros no ES.Ele tem 60 anos.


Paulo Constanteen Helal:empresário,amigo de advogados ,viúvo e tem seu filho,que é advogado na assembleia legislativa do ES. Ele tem 60 anos.





Antonio Cláudio Guerra: Na época,amigo de Constanteen Helal,membro da maçonaria também.Foi delegado e executou várias mortes,inclusive de algumas testemunhas do Caso Araceli.Hoje ele é pastor da assembleia de deus.Ele tem 71 anos.







Fontes: Caso Araceli /Facebook / Orkut /  Brasil Sem pedofilia


* O pai de Araceli morreu em 2001. A mãe continua viva na Bolívia.

Erro para entrar no blog




Hoje levei um susto ao ver meu blog com esse aviso:














Quero esclarecer que o blog Olhar Feminino site não distribui nenhum malware e caso você tenha recebido esta mensagem, saiba que o problema está no servidor de imagens do site Buscapé e não no nosso site. Pedimos desculpas por qualquer transtorno possivelmente causado pelo servidor do Buscapé. 








Já solicitei avaliação do Google que registrou 


Malware- O Google não detectou malware neste site. 







Vamos ver agora quando para de aparecer esse aviso no Chrome, em outros navegadores não aparece o aviso.

BBB12: Fabiana na final eu não assisto!


Depois de meses assistindo a pior versão do BBB12, com "personagens" de dar sono e outros tão falsos  e chatos que ganharam a aversão do público, eis que na final, uma prova de líder RIDÍCULA e com ERROS (por isso mesmo deveria ser ANULADA) tira o meu gosto e de vários  internaultas de votar e tirar a Fabiana. Vou te falar, essa garota tem sorte demais da conta ou a estão ajudando.

Se o BBB reflete a opinião dos que estão aqui fora, essa edição ERROU FEIO, pois Fabiana só não saiu ainda porque estávamos tirando a Selva, agora a sede era pra ela sair e ela fica de líder? Indignação e revolta é o sentimento até da minha filha de nove anos. Fael e Jonas? Recuso-me a votar



Aqui em casa já combinamos: Fabiana na final? Não assistimos e ponto final. O meu ibope a globo não tem nessa final.





Já imaginaram o sorrisinho falso da Fabiana e o choro desmedido da criatura? Deus me livre e guarde!





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Fabiana na final eu não assisto!

11 de Setembro

 

 

 


 

Meu momento de silêncio e oração para as vítimas que estarão em nossas memórias para sempre.



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My moment of silence in prayer and forever memories.

Estupro não é piada!

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Estupro não é piada, é violência. Indigne-se! Diga NÃo a qualquer violência contra as mulheres!

Luto pelas crianças de Realengo

Sem palavras para falar sobre a tragédia na escola do Rio de Janeiro, fiz a imagem de meu avatar no twitter. Quem quiser pode usar. #realengo #tragedianorio





E jaz um corpo de criança estendido no chão






Imagem Galeria Deviantart


Semana de carnaval. Domingo, como sempre na época, matinê para as crianças.Uma menina do Rio de Janeiro. Seu nome eu não sei, não publicaram.Li apenas uma parte de sua história, a mais triste.
Domingo de carnaval. Uma menina.Nove anos. Apenas nove anos de vida. e o que sabe de maldade uma criança de nove anos? Nada. Sabe de sorrisos, de desenhos, de carinhos. Sabe que existe mas não sabe o porquê. Sabe que quando alguém a ama, cuida.Nove anos, meu Deus, tanto ainda pra viver, pra sorrir, pra dançar, pra encantar.Tantos pássaros pra ver, água pra mergulhar, vida pra encontrar, carnavais para pular. Nove anos e a vida se acaba.Se era loira ou morena, linda ou feia, gorda ou magra? Não sei. Desde o domingo de carnaval virou um corpo apenas. Uma notícia no jornal. Violentada. Agredida. Assassinada. E abandonada perto do Museu de Arte Moderna, no aterro do Flamengo. O corpo, não a menina. Um corpo apenas estendido no chão, depois da maldade feita, me fez chorar. Um corpo que nem conheci... Um sorriso que nunca vi... Mas uma criança. Como a minha. Como a sua.
Eu acessava o jornal on line e...ninguém, havia reclamado o corpo no domingo. Nem na segunda. Nem na terça. O jornal anunciava na notícia que sete dias sem ninguém reclamar o corpo, a menina seria enterrada como indigente. Absurdo saber que uma criança desaparece de sua casa e ninguém vai atrás, ou não nota, ou sei lá o que acontece nos corações desumanos.
Penso na alegria da menininha, vestida de foliã, de fantasia para pular o carnaval. Penso em como devia estar feliz, a felicidade própria das crianças mesmo, aquela pura e estranha de ser feliz por nada. Aquela felicidade que tantas vezes esquecemos.E tudo isso cortado por um homem que viu malícia num corpo pequeno e frágil. Indefeso. Um monstro.Que violenta e mata crianças para obter algo que hoje em dia é distribuído sem problemas.E o corpo ficou lá jogado.Depois esperando no IML alguém aparecer, oq ue só aconteceu depois de três dias...Triste história de um anjo que deve ter sido bem recebido no céu, já que na terra...
Mas o corpo é irrelevante no sentido global da morte. O monstro não matou o corpo. Matou os sonhos, matou a inocência, matou as gargalhadas lindas que as crianças dão. Matou as oportunidades. Matou a vida que ela poderia ter e a que ela teve.Imagino a dor de uma criança a pedir socorro e choro... pensando nas atrocidades que vem acontecendo com as crianças em nosso país. Choro pelas mães que não merecem ter filhos porque não sabem ser mães, pois mandar uma filha de nove anos sozinha a um carnaval é, no mínimo, falta de preocupação, irresponsabilidade.



Choro por você, minha anjinha.



Choro por você não ter sido amada como deveriam ser todas as crianças.


Descanse em paz!


Autoria: Josevânia Fonseca Silva

Intimidação virtual é mais que uma simples "brincadeira", é crime!



NOVA YORK (Reuters) - Mais de metade dos adolescentes dos Estados Unidos podem estar sofrendo com o problema da intimidação virtual, que talvez seja tão grave ou até pior do que sofrer agressões físicas na escola. A persistência dos ataques e a devastação emocional que causam podem resultar até mesmo em suicídio.
Quer seja por meio de emails, serviços de mensagens instantâneas, celulares, mensagens de texto ou em sites, a intimidação virtual está se tornando um problema sério.
Nos últimos 10 anos, 37 dos Estados norte-americanos adotaram leis que impõem às escolas criar normas contra essa questão.
"A questão está se tornando algo que as pessoas veem como significativo, à medida que mais e mais estudantes falam a respeito e que, infelizmente, se tornam mais comuns casos de suicídio ou de estudantes que causam ferimentos a eles mesmos por conta disso", disse Dan Tarplin, diretor educativo em Nova York da Anti-Defamation League (ADL), que combate o anti-semitismo e todas as formas de intolerância.
Ao contrário das brigas e da intimidação física que podem ocorrer em uma escola, Tarplin diz que o anonimato da mídia eletrônica pode tornar os agressores mais ousados, e sua onipresença permite que um comentário desagradável, uma declaração áspera, uma foto ou vídeo pouco lisonjeiros sejam exibidos a grande número de pessoas instantaneamente.
"Com as formas eletrônicas de intimidação, não existe refúgio", disse Scott Hirschfeld, diretor de currículo e treinamento na divisão de educação da ADL, que criou seu programa a fim de conscientizar as pessoas sobre formas de combater a intimidação virtual.
"A agressão acontece 24 horas por dia. Está sempre online. Mesmo que a vítima desligue o computador, sabe que a página de Web está lá, ou que há pessoas espalhando boatos sobre ela. O fato de que a pressão é ininterrupta se prova devastador em termos psicológicos", acrescentou.
Adolescentes que participaram de uma conferência da ADL disseram que acreditavam que a intimidação fosse só "brincadeira", até que ouviram o depoimento de John Halligan sobre Ryan, seu filho de 13 anos que se suicidou em 2003, depois de anos de intimidação, online e fora da rede.
"Ele era intimidado constantemente pela possibilidade de que fosse gay", disse em entrevista Halligan, ex-executivo da IBM que agora conta a história de Ryan em escolas de todo o país.
Fonte:Yahoo Notícias
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Infelizmente, isso acontece e muito. Pessoas se acham no direito de criar comunidades em orkuts, flogs e blogs difamatórios, mandar emails e outras coisitas mais com palavras agressivas. Escondem-se através de uma máscara virtual de poder, não falo apenas dos fakes, porque conheço fakes muito gente boa. A máscara que falo é o de dizer coisas que pessoalmente talvez não acontecesse pessoalmente. Nos impulsos de maldade, escrevem a torto e à direito esquecendo dos direitos das pessoas, do que causa constrangimento. Esses dias recebi um email de uma pessoa que me agredia por email e terminava me dizendo assim " e cuidado com suas fotos pessoais, você não imagina o que pode acontecer se elas caírem em mãos erradas..." Sei exatamente o que pode acontecer sim, e também sei todas as formas de precaução contra isso. As leis do Brasil ainda falham muito nesse sentido mas... se você sofre qualquer tipo de ameaça, constrangimento, intimidação pela internet eu recomendo:
1 - Salve tudo, em seu computador e de forma impressa;
2 - Anote o porquê da pessoa estar agindo daquele jeito ( o que você imagina ). Explico: alguns tipos de menções a você ou à sua pessoa precisam estar contextualizados, senão como você depois de certo tempo vai se lembrar para explicar ao seu advogado, a um juiz? O que pode ter motivado a pessoa?
3 - Procure um bom advogado, de preferência um que entenda sobre crimes na internet. 
Na minha cidade, um garoto teve seu orkut roubado por um colega que escreveu coisas difamatórias sobre ele. O menino virou piada na escola. O pai deu parte, o orkut foi excluído e o pai do garoto que difamou vai responder pelo crime. Muito justo!



Sou por uma internet de paz, fazer amigos, aprender... e você?

Mais duas crianças violentadas e mortas no Paraná

Três casos de estupro e morte de crianças em uma semana. Casos monstruosos que chocam e revoltam. Por que tanta violência contra as crianças, meu Deus? Quantas crianças mais serão mortas para que se mudem as leis desse país?

Mais duas crianças violentadas e mortas no Paraná



Enquanto a Polícia Civil está empenhada na captura do assassino de Rachel, outro dois crimes chocaram os moradores das cidades de Castro, distante 35 quilômetros de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, e de Querência do Norte, no noroeste do Estado. Duas meninas, de 3 e 8 anos, foram brutalizadas e mortas por maníacos sexuais.



Alessandra Subtil Betim, 8 anos, que estava desaparecida desde as 16h de domingo, foi encontrada morta na manhã de ontem, em um matagal, a 500 metros da casa onde morava, no Conjunto Canta Galo II, periferia de Castro. Estava com a boca cheia de terra e com ataduras na vagina para estancar o sangue. Ela sofreu violência sexual.



O pai da garota, José Gerson Subtil, abalado, segurando a foto da filha, disse que ela costumava brincar com as irmãs e demais crianças da vizinhança, na rua de terra.

“A gente só se deu conta que ela estava desaparecida à noitinha, quando começou a busca com amigos e vizinhos”, contou. A família não procurou a polícia imediatamente porque acreditava que a menina estava na casa de algum parente. “De manhã, meu filho voltava pra casa, cansado de procurar por ela, e resolveu dar uma última olhada no mato. Ele a encontrou toda judiada e veio correndo avisar a polícia”, lamentou José.



Terra



O corpo de Alessandra estava em um barranco, em uma floresta, com vários carreiros. No local, a terra estava amassada, com galhos quebrados e moscas rodeavam o sangue da menina.

O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Ponta Grossa e, segundo testemunhas, ela tinha um corte na virilha, provocado quando o assassino cortou a calcinha. Provavelmente foi morta asfixiada com a terra, que tinha na boca. “A terra era diferente da que havia no local. No mato a terra tinha folhas. A que estava na boca dela era limpa, somente terra”, contou uma testemunha.

Violência preocupa a cidade

 Alessandra estava na 2.ª série do ensino fundamental, na Escola Municipal Doutor Lourival Leite de Carvalho. Morava com seis irmãos em uma casa modesta, na Rua EC-1, num conjunto residencial em que as ruas ainda não têm nome. No domingo ela tinha saído com as irmãs para comprar pão e, no meio do caminho, desistiu, avisando que iria voltar para casa. Neste percurso desapareceu.



Rosângela Procópio, tia da criança, contou que ela era pequena, franzina e muito parecida com a irmã mais nova, de 5 anos. “Ela era pequenininha mas muito esperta. Vivia correndo de um lugar para o outro. Gostava de estudar e tinha vários amigas”, contou.



Outros casos



Castro é uma cidade com pouco mais de 70 mil habitantes mas, segundo alguns moradores, assim como acontece nas cidades grandes, está infestada pelo crack. Desde o início do ano, dez pessoas foram assassinadas por conta do envolvimento com drogas. E os casos de pedofilia têm sido mais constantes do que se imagina.



Há cerca de quatro meses, a delegacia de Castro recebeu a denúncia de que um menino de 11 anos havia sido abusado sexualmente. O garoto, que estava sendo ameaçado com uma faca, aproveitou um descuido do maníaco e conseguiu fugir e avisar a polícia. Ninguém foi preso.



Há pouco mais de um mês, duas meninas, ambas de 11 anos, foram aliciadas por um homem que deu dinheiro para que ficassem nuas. Elas não foram violentadas, mas contaram para os pais, que procuraram a polícia.

Foragido é suspeito

Quando o corpo de Alessandra foi encontrado, o delegado Getúlio Moraes Vargas deu uma entrevista para uma rádio local, dizendo que estava trabalhando para encontrar o assassino. O principal suspeito seria um presidiário, foragido da delegacia em Ponta Grossa.

Até o início da noite de ontem, no entanto, o caso estava sem solução. Praticamente todo o policiamento do município foi mobilizado para investigar o caso, que deve contar também com o apoio da Secretaria da Segurança Pública, que descartou qualquer ligação entre as mortes de Rachel e de Alessandra.

Outra tragédia em Querência: vítima tinha 3 anos

Querência do Norte, município com pouco mais de 11 mil habitantes a noroeste do Estado, também sofre. Lá, a vítima Pámela Diele Pedra dos Santos tinha 3 anos.

A criança foi encontrada violentada e morta num matagal. Manoel Aparecido Tenório de Miranda, 20, foi preso e confessou o crime. Disse que matou para se vingar da mãe da menina, que não queria mais namorar com ele. Suspeita-se que ele violentou a vítima.



Edileuza José Pedra, 20, mãe de Pámela, viu a menina pela última vez por volta das 21h de domingo, quando colocou a criança no berço para dormir. Na manhã de ontem, ela deu pela falta da filha. Quando acordou, notou o berço vazio e a janela do quarto aberta.

A Polícia Militar foi chamada e iniciou buscas na região. Por volta das 13h, policiais encontraram as roupas da menina num matagal, a 500 metros da residência. Mais adiante, estava o corpo. A menina foi ferida no peito.



Prisão


A mãe contou que a última pessoa a sair da casa dela, domingo, foi Manoel. Ele foi procurá-la mais uma vez para reatar o namoro, mas Edileuza não aceitou, conforme explicou o delegado Marcolino Aparecido Costa, de Paranavaí.

Na casa do suspeito, PMs encontraram as roupas recém-lavadas, mas com resíduos de sangue. Manoel confessou o estupro e o assassinato. Ainda disse ao delegado que estava drogado e não lembrava do que fez.



Revolta


Cerca de 200 pessoas se aglomeraram em frente à delegacia durante o interrogatório do acusado. Os policiais se viram obrigados a levá-lo para Paranavaí, por medida de segurança. Mas ele poderá ser transferido para Curitiba.



Autuado por homicídio, quando exames confirmaram a violência sexual, também deverá ser indiciado por estupro e será investigado pela suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas na cidade.



Fonte:Paraná on Line

LUTO POR ELOÁ

Jovem baleada após seqüestro no ABC tem morte cerebral, diz equipe médica


A jovem Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, que foi mantida refém durante mais de 100 horas pelo ex-namorado em Santo André, no ABC, teve morte cerebral confirmada às 23h30 deste sábado (18), segundo informou o secretário de Saúde do município, Homero Nepomuceno Duarte.
Ainda no sábado, a neurocirurgiã Grace Mayre Lydia havia previsto que a menina "neurologicamente, nunca sairia dessa situação". Apesar disso, ela informou que a jovem "tinha sinais vitais e o coração batia".
A médica disse que Eloá estava em estado gravíssimo e que a equipe seguia um protocolo de exames que serviam como base para avaliar se seu quadro indicaria a morte cerebral. A médica afirmou que, apesar de retirada da sedação, ela seguia em coma. Por volta das 23h deste sábado, o exame da atividade cerebral começou a ser feitoo.
Perguntada se a paciente apresentou alguma atividade cerebral no primeiro exame, feito pouco antes das 17h deste sábado (18), a médica respondeu: “não apresenta, por isso que nós retiramos tudo [os medicamentos que a mantinham em coma induzido] para verificar o estado real”. do Site: G1


Mesmo que a gente saiba que não havia esperanças, mesmo assim... 

dói demais o coração... Que Deus a receba em seu lar divino! Triste...:(


Segue algumas imagens que fiz ...















Descanse em paz!

Caso Eloá: Quem Ama não MATA!

Como qualquer pessoa, mas principalmente por ser mãe, fiquei chocada com o caso do seqüestro da adolescente Eloá Cristina Pimentel. Novamente, o Brasil se choca com tamanha violência. Uma violência cometida em nome da dor da perda do amor e do desespero ocasionado, mas principalmente, pelo egoísmo, pela sensação de posse e poder. Acredito que a família esteja com seus alicerces desestruturados não é de hoje mas vejo que a cada dia isso fica pior. Vemos a naturalidade das relações sexuais precoces entrar em nossas casa pela televisão, pelas músicas, pela educação de outros pais e pela cobrança dos filhos que querem ser "modernos". 
Criar filhos não é nada fácil. Nunca sabemos se estamos acertando ou errando e me dói a dor dessas mães... porque ninguém põe um filho no mundo pra ser um assassino, muito menos alguém põe uma filha linda, cheia de vida para ser brutalmente assassinada. Até o momento, não é oficial a morte de Eloá, os médicos usam de paleativos como "estado vegetativo permanente", "coma irreversível", ou seja, de um jeito ou de outro essa vida não pertence mais a esse mundo. Mas quem ama, mata? 


Pensando nisso, escrevi o que acredito:


Quem ama...






não bate,


não agride,
não tortura,
não sequestra,
não machuca,
não intimida,




Não Mata...




os sonhos,
os projetos,
os desejos
a VIDA 
que tem que ser 
VIVIDA!




Essa imagem eu fiz pra ela e por ela. E eu me sinto assim: em luto pela Eloá, 
como se de repente fosse alguém que eu conhecesse...




Não é só a vida que se tirou, pura e simplesmente, porque a vida é muito, mas muito boa para ser simples... tirou-se os sonhos de uma família, tiraram os filhos que ela nunca vai ter, o casamento que nunca vai se realizar, a alegria da formatura, a realização pessoal e profissional e tantos outros sonhos e projetos. 


Esse Lindemberg agrediu, bateu, xingou, deu chutes durante todo o tempo do seqüestro e se ouvia.."Ah, ele é um cara bom!", "um cara trabalhador" entre outras coisas. Pois sabe o que eu acho? Cara bom e trabalhador não encontra por aí na rua armas e balas, não entra e seqüestra na maior naturalidade e frieza a ponto de dar entrevistas na televisão se achando um BBB num reality show e dizendo que estava fazendo isso porque a ex-namorada "merecia"!


Não sei vocês, mas cara bom que eu conheço não faz isso não! Será possível que quando esse moço disse apenas pra falarem pra mãe dele que ele a amava ninguém imaginou que ele entrou lá pra não sair? Um assunto discutido em todo lugar, em todos os canais de tv, em todas as mídias e nenhum perfil foi feito? 


Não questiono e não critico o trabalho da polícia, acredito que dada a repercussão do caso e todo mundo querendo ser da equipe policial foram até cuidadosos, menos na volta da Nayara. Até nisso a " naturalidade" das coisas pode ser vista. Como uma refém libertada negocia com um sequestrador? E como permitem que ela pelo menos chegue perto sendo que esse indivíduo perturbado comentou que estava bravo com ela porque disseram que ela, a Nayara, havia dito que ele havia batido ou agredido nela não me lembro...


É uma pena tudo que tenha acontecido mas que lições sejam aprendidas: Criança tem que ser CRIANÇA! Tem que brincar, tem que estudar. Tudo tem seu tempo. Haverá tempo de namorar, de casar, de ter filhos... As escolas e os pais tem que acordar pra isso, discutir e refletir com os alunos e seus filhos, pois como diz a música "A vida é tão rara"!


Que Deus conforte os familiares!


Lucas Pereira continua desaparecido!




É engraçado como as coisas acontecem... Estava eu assistindo a um filme "Quem sequestrou Elisabeth Smart?", garota americana que ficou sequestrada seis meses. A polícia desistiu de procurar, mas os pais não. O alerta Amber, que existe nos EUA, é a junção da polícia, os meios de comunicação e a sociedade na busca de crianças desaparecidas. Quando o alerta é dado crianças são salvas. Crianças são encontradas. Voltam ao retorno de seu lar de onde nunca deveriam ter saído. Terminei de assistir ao filme e antes de ir dormir fui olhar meus emails e tinha a seguinte mensagem para mim da Mãe do Lucas Pereira, criança de apenas três anos que despareceu sem deixar vestígios no dia 21 de junho.









Mensagem da Érika, Mãe do Lucas Pereira




" Sou uma mãe que desde 21 de Junho de 2008, chora e implora ao Deus Vivo, que traga meu filho de volta. Que proteja sua vida e integridade física. Meus dias têm sido incertos, meu coração sangra de dor, minha alma chora e pede por socorro, no desespero de ter meu filho de volta.Eu pensava que era infeliz, mas agora eu tenho certeza que eu era feliz e não sabia. Ah! Lucas meu filho onde vc esta? Com quem? Pra que? Porque? São perguntas que me torturam a cada segundo. Imploro a todos os internautas que me ajude a divulgar a foto de meu anjinho ele quer muito ser encontrado, tenho certeza que ele quer muito voltar para o seio da família.



Só quem passa é que sabe, Lucas a mamãe aguarda sua volta! Difícil ler uma noticia dessa e não imaginar a dor, o sofrimento, a angústia e a espera que nós estamos vivendo... Nós estamos vivendo em um ambiente cada vez mais inóspito, no qual a ganância pelo dinheiro e a facilidade em consegui-lo transforma os ditos seres humanos, em criaturas irracionais e selvagens. O meu filho teve seu direito fundamental usurpado de uma forma tão fácil, tão cruel. Mesmo quem é pai e mãe não consegue sentir a magnitude do nosso sofrimento que passamos a ter após meu filho ter sido tirado de nosso convívio. Creio que as pessoas que tiverem informações sobre esse anjinho, terá como recompensa não ( somente ) cifras, mas a certeza que restabeleceu a alegria e a vida de uma família. E principalmente a alegria de Lucas Pereira, um anjo de apenas 3 aninhos de idade, que deseja muito ser encontrado. Peço a quem souber informações sobre essa criança que as leve a policia..." (sic)



A fé e a perseverança são os ingredientes de um amor incondicional: O AMOR DE MÃE! Enquanto cidadã e mãe, essa história e a de muitos outros me chocam e entristecem. Imaginar que essa criança não sabe nem o porquê de ter sido levada embora, imaginar a saudade do colo materno, de seus irmãos, de seus brinquedos. Há ainda a dor da incerteza de seus familiares: O que aconteceu com o pequeno Lucas? Onde ele está? Ele está vivo? Está morto? Você o viu? Você pode ajudar de alguma forma? São perguntas que ecoam. Da minha parte posso ajudar de duas formas: uma, é a publicação desse post e a segunda é pedir a VOCÊ, que está lendo esse post, que me ajude a divulgar a foto do Lucas para que Deus, em sua misericórdia possa tocar nos corações de quem está com o Lucas ou nos de quem sabe de alguma informação sobre o paradeiro dele. Desde já agradeço qualquer tentativa de ajuda aos familiares. Que os anjos o(a) abençoe!!!